quarta-feira, 8 de abril de 2009

"Aprendendo cordel, em uma folha de papel"


“Aprendendo cordel, em uma folha de papel”


Casa das Rosas oferece curso sobre a literatura de cordel, comemorando centenário de Patativa do Assaré.


Esse ano é comemorado o centenário de Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré,(5 de março de 1909- 08/07/2002) foi um poeta popular compositor, cantor e improvisador brasileiro. Recebeu esse pseudônimo de Patativa, por ser sua poesia comparada a beleza do canto de uma ave chamada de Patativa. Foi uma das principais figuras da música nordestina, e contador de histórias de cordel do século xx. Em homenagem a esse artista a Casa das Rosas, localizada na Avenida Paulista, 37 metrô Paraíso, São Paulo (SP), estará oferecendo um curso sobre contação e construção de histórias de cordel nos dias 11/18 e 25 de março e 01/08 de abril. O valor da inscrição é de R$10,00.
O objetivo do curso segundo Assis Ângelo, curador das exposições e cursos da Casa das Rosas é, fazer uma viagem pelos rincões do Brasil de todos os tempos com suas contradições e contrastes seculares.

Origem do cordel

A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha tradição de pendurar folhetos em barbantes. Os portugueses trouxeram o cordel para o Brasil na época da colonização século xix. O cordel ficou mais conhecido tradicionalmente na região nordeste (Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco), retrata fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas, temas religiosos, entre muitos outros.
As capas dos folhetins são feitas em xilogravuras (processo de gravação em relevo, que utiliza a madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte).

Divulgador, apreciador e professor

O educador, escritor e contador de histórias de cordel, César Obeid, 34 anos, nascido em São Paulo, é formado em administração de empresas pelo Mackenzie (1997), dedica hoje maior parte de suas atividades a difusão de literatura de cordel, é secretário da UCRAN-União dos Cordelistas e Repentistas do Nordeste e responsável por ministrar o curso na casa das Rosas. ”O principal motivo de abordar esse tema é de que as pessoas aprendam a escrever versos, a beleza que os versos transmitem”, diz César Obeid.
O essencial para se construir, contar uma história de cordel é ter uma idéia boa, conhecer as regras como: rima métrica, verso, estrofe e narrativa, complementa César. Suas aulas são dinâmicas, e variam para um público entre 07, 80,90 anos de idade, James Lino, 30 anos, aluno do curso, é músico e orientador social, “procurei o curso, porque a poesia é um instrumento sócio-cultural de nossa terra, de uma época de um povo, cursos como esse estabelece um diálogo velado em cada indivíduo”.
“O mais importante é a vontade de aprender, independente de idade, uma cultura que é popular, retrata nossos costumes, o que a gente pensa, nossos sonhos, literatura de cordel além de abordar obras de teor didático, abordam temas educativos e da vida de cada um de nós, por isso permanece até hoje e permanecerá para sempre” diz Obeid.
Como autor César Obeid lançou vários livros, entre os seus sucessos estão: minhas Rimas de Cordel-2005, Vida Rima com Cordel-2007 Mitos Brasileiros em Cordel, e em breve, lançará, O Valente domado.

Um comentário:

  1. Parabéns! seus textos são ótimos, já tem uma seguidora...eu!!!

    Bjos Bia.

    ResponderExcluir