segunda-feira, 15 de junho de 2009

"Manicômio"

A realidade por trás dos muros


A vida e o tratamento dos pacientes de um Hospital Psiquiátrico atualmente


Na entrada, ao ver os enormes portões é possível avistar também, escondida pelas árvores, uma placa velha com os seguintes dizeres: “No transcurso do Sesquicentenário de sua morte a homenagem da embaixada da França, neste hospital o primeiro das Américas a receber o seu nome 'Hospital Psiquiátrico Pinel'” (26/10/1976). Ao atravessar os portões e muros altos do CAISM (Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental) Philippe Pinel, antigo Hospital Psiquiátrico Pinel, na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães em Pirituba (SP), a idéia de um hospício como sendo um local totalmente descuidado e ligeiramente assustador, é clara.
Quando se imagina uma pessoa “louca”, também é possível imaginar uma pessoa que veste uma camisa de força, grita sem parar e expressa feições que remetem ao descontrole. Porém, ao passar pela entrada do hospital, essas idéias são diluídas quando um homem de, aproximadamente 50 anos, vestindo moletom azul, nos recebe aparentando ser somente um jovem que recepciona os amigos em sua casa, indicando por onde devem seguir. Em seus olhos ele demonstra um brilho, por avistar pessoas diferentes de seu mundo.
Assim é o Hospital Psiquiátrico Pinel, hoje mais uma comunidade psiquiátrica, criado em 1922, devido ao crescimento demográfico da cidade de São Paulo que resultou numa crise na saúde pública no mesmo ano. Edificado com arquitetura moderna, inspirado no modelo americano e infra-estrutura planejada, foi construído na Fazenda Anastácio, instalado em meio ao verde do subúrbio de Pirituba. Um local com sítios cercado por uma extensa área verde. O sanatório nomeado em homenagem ao fundador da psiquiatria científica, Philippe Pinel, psiquiatra francês, que libertou os doentes mentais de tratamentos desumanos aos quais eram submetidos pela religião e pela sociedade.
Os olhares dos pacientes, evidentemente mostram que qualquer pessoa diferente por ali é novidade, gente de outro mundo, literalmente. Fausto Campos Lochidio, 36, está internado há um mês e 15 dias, se trata com Diazepan, conversa normalmente com uma das enfermeiras, porém se sente injustiçado. “Não é justo estar aqui, preso porque eu não matei ninguém”, reclama. Questionado do porque em estar internado ele afirma que em um dos surtos agrediu a mãe, Dirce Campos, mas que não lembra muito bem do ocorrido. Ele se sente bem e até gosta do lugar, mas queria mais atividades para preencher seu dia.
Atualmente, pela LEI Nº 10.216, DE 6 DE ABRIL DE 2001 – que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental , aprovada como uma reforma psiquiátrica - as casas terapêuticas, como geralmente são chamadas, tratam dos pacientes com uma visão mais humanitária que pretende tornar possível a aproximação dos doentes com as pessoas. O local abriga desde filhos de advogados a moradores de rua, desde problemas psiquiátricos graves em vários estágios à anorexia e usuários de drogas.
Ailton Paulo Timóteo de Oliveira, advogado, visita seu filho, Ailton Paulo Timóteo de Oliveira Jr, 34, internado pela segunda vez, de duas a três vezes na semana. O filho que está internado há duas semanas recebe um bom tratamento e o lugar parece ser legal, afirma. Ele que percebeu que o filho, aos 14 anos, começou a ter um comportamento muito diferente do qual tinha e ficava sem conversar por muito tempo. Depois de um diagnóstico psicológico, Ailton Jr. apresentou a doença de transtorno bipolar ou DML (Doença Mental Leve), como é chamado o estágio em que se encontra.
O tratamento dura de 15 a 30 dias e os pacientes podem ser encaminhados pelo Pronto Socorro e/ou hospitais gerais onde são recebidos e tratados por médicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais e psicólogos. Há 24 leitos divididos entre crianças e adolescentes (masculino e feminino) e 52 leitos para adultos (40 masculino e 12 feminino) que são divididos entre duas pessoas do mesmo sexo em cada quarto. Não há leitos mistos. As visitas são permitidas todos os dias e ocorrem das 8h às 21h.
Segundo a enfermeira Aparecida Araújo, que trabalha no local há 12 anos, além do tratamento que envolve medicamentos como Rivotril, Amplictil, Diazepan, Haldol, e o famoso Gardenal, entre outros, o paciente é submetido a reuniões com a família. Ela diz que no começo tinha muito medo de trabalhar no Pinel, chegava a ter dores na barriga, entretanto, agora já se acostumou, porque o melhor tratamento é o de igual para igual, “Se eles gritarem você grita, se eles dão risada, ria com eles”, explica.
A Assistente Social Sônia Tereza de Oliveira, 47, formada em Serviço Social especializada em ajudar famílias, trabalha a dois anos no Pinel, onde já cuidou de crianças e adultos e atuou como enfermeira. Afirma que na década de 20 o número de pacientes era bem maior e predominavam as mulheres internadas. Segundo ela, a esquizofrenia é a doença com maior índice entre os internos, contudo, na década de 70 o quadro mudou, dentre as outras doenças, a esquizofrenia atinge mais o sexo masculino que são o maior número de pacientes atualmente. A ala masculina conta hoje com 40 pacientes, entre eles 36 estão na clinica e 4 estão em quartos separados em observação, pois são pacientes que apresentaram DMG (Doença Mental Grave) e surtos constantes.
Sônia achava que tratando de crianças seria menos complicado, hoje admite que se enganou, pois por não saberem que estão doentes e nem identificar o problema, os pais não sabem como lidar com a criança, que frequentemente fica muito mais perdida e inconstante. Ao contrário de adultos que já convivem com um histórico de anos, um possível distúrbio ou doença. “O trabalho é muito mais fácil do que parece. Eu tinha medo, mas superei no dia-a-dia com a convivência”, diz ela, e deixa claro que sua carreira é como qualquer outra exige muita dedicação.
Para ela, que já foi chamada de Madonna e tinha um paciente que achava ser o ídolo Ayrton Senna, o ser humano é representado por 50% do seu estado mental, os outros 50% são consequencias de como esse estado mental influencia em seu corpo e em seu comportamento. “Ou seja, as pessoas precisam que seu estado mental esteja 100% bom para conseguirem viver bem”, explica.
Após o período de internação que não pode passar de 30 dias, a pessoa com distúrbios mentais volta para sua casa ou vai para um abrigo com auxilio do CAPS (Centro de Atendimento Psicossocial), próximo ao hospital psiquiátrico, que tem como objetivo a continuação do tratamento, distribuindo remédios gratuitos e avaliação psicológica, porém, não executa internações. Depois dele as UBS (Unidades Básicas de Saúde) se responsabilizam pelos pacientes oferecendo o mesmo pré-tratamento. Antigamente acontecia o inverso. Sônia esclarece: “Depois de dois anos o governo oferecia ajuda de custo para o paciente voltar para casa”.
As aparências enganam
Quem acha que a vida para pacientes com problemas mentais se resuma a tomar remédios, dormir o dia inteiro e serem tratados como crianças, têm uma visão distorcida. Muito pelo contrário - o lazer existe e também é uma forma de tratamento. Há no Pinel oficinas de arte, de teatro (que inclusive conta com a participação de voluntários), trabalhos com jardinagem, sessões de cinema, etc.
O grupo de teatro II Trupe de Choque, antigo Corpos Acumulados com alunos da USP, trabalha na periferia e em locais que “faltam arte”. O grupo faz pequenas apresentações na instituição em Pirituba. “O intuito é a troca com os pacientes, simplesmente olhar o ser humano, sem aquela preocupação em aprender alguma coisa”, explica a professora Luzimara, 26, que é atriz nas horas vagas.
O outro lado da História
Dona Júlia, 70, uma velhinha simpática vestindo um vestido vermelho florido, calçando um sapato azul, e com lacinhos no cabelo, exibe nos lábios um cachimbo e apresenta-se com a perna enfaixada. Ao ser questionada sobre o que havia acontecido, ela dá um sorriso e começa a falar com um jeito meio infantil: “Ah, foi aquela doida (se referindo a outra paciente). Eu fui pegar um pouco de açúcar para colocar no meu café e ela me bateu, ai o médico colocou...”. Todos ali a conhecem por sua esperteza. Por não ser permitido fumar, o cachimbo foi feito por ela mesma que usa uma espécie de graveto das árvores e recolhe restos de cigarros encontrados no chão para utilizar o tabaco que extrai.
É súbito o choque e a surpresa em ver que nem todo o lugar destinado a abrigar e tratar pessoas com distúrbios e doenças mentais é apavorante. E nem as pessoas que estão nestes abrigos são completos malucos. “Ah, eu fui parar no Pinel, uma vez porque surtei e achei que estava enlouquecendo. Quem nunca foi deveria conhecer a instituição, pois assim mudaria o modo de pensar sobre o lugar”, alega Marco Aurélio, 27, via Orkut.
Em meio a galinheiros, muitas árvores com frutos, bancos, pátios, e ainda música ambiente é possível se perguntar: “Quem seria louco?”, “O que é a loucura afinal de contas?” “E quem disse que somos normais?”.
As pessoas que vivem do lado de fora daqueles muros, lidam com a violência extrema todos os dias, com mortes e milhares de quilômetros dentro de um carro gritando e ofendendo uns aos outros. É neste mundo “normal” que as pessoas não dizem o que sentem e tudo que pensam. Lá dentro, “eles são o que são, o que tem em mente eles fazem, se tiver que dizer eles dizem. E as pessoas que se dizem sãs? O que elas fazem?”, finaliza Sônia.
A última imagem que fica na cabeça é a de duas senhoras sentadas em um antigo banco na cor branca, como aqueles encontrados em qualquer praça de uma cidade, olhando uma para outra, conversando ou trocando fofocas como se fossem velhas amigas e sorrindo.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

"Aprendendo cordel, em uma folha de papel"


“Aprendendo cordel, em uma folha de papel”


Casa das Rosas oferece curso sobre a literatura de cordel, comemorando centenário de Patativa do Assaré.


Esse ano é comemorado o centenário de Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré,(5 de março de 1909- 08/07/2002) foi um poeta popular compositor, cantor e improvisador brasileiro. Recebeu esse pseudônimo de Patativa, por ser sua poesia comparada a beleza do canto de uma ave chamada de Patativa. Foi uma das principais figuras da música nordestina, e contador de histórias de cordel do século xx. Em homenagem a esse artista a Casa das Rosas, localizada na Avenida Paulista, 37 metrô Paraíso, São Paulo (SP), estará oferecendo um curso sobre contação e construção de histórias de cordel nos dias 11/18 e 25 de março e 01/08 de abril. O valor da inscrição é de R$10,00.
O objetivo do curso segundo Assis Ângelo, curador das exposições e cursos da Casa das Rosas é, fazer uma viagem pelos rincões do Brasil de todos os tempos com suas contradições e contrastes seculares.

Origem do cordel

A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos ou outra qualidade de papel expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome que vem lá de Portugal, que tinha tradição de pendurar folhetos em barbantes. Os portugueses trouxeram o cordel para o Brasil na época da colonização século xix. O cordel ficou mais conhecido tradicionalmente na região nordeste (Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco), retrata fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas, temas religiosos, entre muitos outros.
As capas dos folhetins são feitas em xilogravuras (processo de gravação em relevo, que utiliza a madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte).

Divulgador, apreciador e professor

O educador, escritor e contador de histórias de cordel, César Obeid, 34 anos, nascido em São Paulo, é formado em administração de empresas pelo Mackenzie (1997), dedica hoje maior parte de suas atividades a difusão de literatura de cordel, é secretário da UCRAN-União dos Cordelistas e Repentistas do Nordeste e responsável por ministrar o curso na casa das Rosas. ”O principal motivo de abordar esse tema é de que as pessoas aprendam a escrever versos, a beleza que os versos transmitem”, diz César Obeid.
O essencial para se construir, contar uma história de cordel é ter uma idéia boa, conhecer as regras como: rima métrica, verso, estrofe e narrativa, complementa César. Suas aulas são dinâmicas, e variam para um público entre 07, 80,90 anos de idade, James Lino, 30 anos, aluno do curso, é músico e orientador social, “procurei o curso, porque a poesia é um instrumento sócio-cultural de nossa terra, de uma época de um povo, cursos como esse estabelece um diálogo velado em cada indivíduo”.
“O mais importante é a vontade de aprender, independente de idade, uma cultura que é popular, retrata nossos costumes, o que a gente pensa, nossos sonhos, literatura de cordel além de abordar obras de teor didático, abordam temas educativos e da vida de cada um de nós, por isso permanece até hoje e permanecerá para sempre” diz Obeid.
Como autor César Obeid lançou vários livros, entre os seus sucessos estão: minhas Rimas de Cordel-2005, Vida Rima com Cordel-2007 Mitos Brasileiros em Cordel, e em breve, lançará, O Valente domado.

Entrevista

Entrevista

Ping-Pong por:
Gleice Oliveira

Sônia Maria Garcia, cirurgia dentista, formada pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), atua na área há 26 anos, participa de congressos por todo o Brasil a fim de se aprimorar e de conhecer técnicas novas para implantar em seus pacientes. Agora a doutora esclarece algumas dúvidas sobre saúde bucal, vamos ao bate-papo.

Repórter-Que tipos de doenças as pessoas podem adquirir por não tratarem dos dentes?
Drª- As mais comuns na população são: cárie, gengivite e periodontite esta última causando uma reabsorção do osso que segura o dente, fazendo com que o dente fique mole, causando até a sua perda em determinados casos.

Repórter-O câncer de boca já é uma doença mais grave, o que causa? Quais os sintomas?Existe cura?
Drª- O câncer de boca é a doença mais preocupante, os principais fatores que causam câncer de boca são: o vício de fumar e consumir bebidas alcoólicas em excesso, quando estes dois fatores estão ligados aumenta em 100 vezes o risco de contrair a doença, os sintomas aparecem geralmente como uma úlcera (“ferida”) que no início não dói e não tem tendência à cicatrização. Cresce continuamente. Também pode se apresentar com manchas brancas, vermelhas ou pretas ou “bolinhas” pela boca. Existe cura sim se diagnosticado no começo.

Repórter- Como é feito o tratamento?
Drª- Após o diagnóstico feito pelo cirurgião dentista, o paciente será encaminhado para o tratamento oncológico, que é feito basicamente por meio de cirurgia, associada ou não a radioterapia e quimioterapia.

Repórter- Como prevenir?
Drª- Evitar ingerir bebidas alcoólicas em excesso, deixar de fumar, eliminar fatores traumáticos na boca (prótese mal adaptada, dentes tortos, cáries, restos dentários), alimentar-se de maneira saudável e procurar o cirurgião dentista sempre que encontrar qualquer alteração na boca.

Repórter- Os problemas dentários são iguais em homens e mulheres?
Drª- Sim, é indiferente.

Repórter- A gravidez altera a sensibilidade dos dentes, a mulher fica mais propicia a desenvolver problemas nos dentes?
Drª- A um problema que as mulheres apresentam que é a gengivite gravídica, é quando a gengiva fica inchada e sangrando facilmente devido o acúmulo de resíduos alimentares nos dentes. Este problema ocorre devido às alterações hormonais, quando ela deixa de escovar os dentes de maneira correta, devido fatores emocionais ou ao cansaço decorrente da própria gravidez.

Repórter- Quais os cuidados a mulher deve ter com os dentes no período da gestação?
Drª- Fazer uma boa higienização, isso inclui uso correto do fio dental, e uma boa escovação.

Repórter- Em relação às crianças desde que idade é aconselhável levar ao dentista?
Drª- Desde bebê já se deve fazer a higienização da gengiva com gase umedecida com água, para que não acumule leite na gengiva e não afete a dentição decidual (de leite) que começa a aparecer por volta dos seis meses de idade, não a uma idade limite para levar a criança ao dentista.

Repórter-Que público vai mais ao seu consultório: homens, mulheres ou crianças?
Drª- Não á um público específico, o que percebo é que vem mais pessoas que tem uma vida social ativa, gente que trabalha diretamente com o público, que precisa estar com uma boa aparência na boca, pessoas mais esclarecidas.

Repórter- Qual a importância de ter uma boa saúde bocal?
Drª- Primeiro lugar a saúde que é o maior bem que o ser humano pode ter, e as pessoas ainda acham que cuidar da saúde bocal não é tão necessário quanto de outras partes do corpo humano, mas a boca é a “porta” de entrada de várias doenças. Uma boca saudável trás um bom relacionamento social favorece a vida profissional, e um sorriso saudável gera bem-estar geral.

domingo, 22 de março de 2009

O domínio (XX) no século XXI

O domínio (XX) no século XXI
Como podemos ver a mulher (XX) sempre foi mais ativa que o homem,mesmo antes de nascer sendo ainda um óvulo sempre foi mais forte e mais rápida que o homem. Para que tanta rapidez? Pois sabemos que ao nascer sempre foram dominados pelo homem,para começar o médico, para continuar o pai e para terminar o marido. Mas, elas se revoltaram e a partir dos anos 60 começaram a lutar pelos seus ideais. Iniciaram com a ideia da pílula e foram além. Depois de tanto esquentar a barriga no fogão hoje em pleno século XXI dirigem até caminhão. E fogo bom, que começou no fogão, ajudou na evolução desse ser de tanta precisão.
Por: Aline Carvalho, Antonio, Angélica, Gleice e Harry.

O fim do jornal impresso


O fim do jornal impresso

A discussão sobre o fim do jornal impresso já acontece há algum tempo, assim como quando o rádio foi criado no século xix, achava-se que era o fim das publicações impressas e que o futuro das comunicações estava ali. O mesmo aconteceu quando surgiu a TV no século xx, achava-se que era o fim do rádio e do jornal impresso. Agora no século xxi, a discussão se aprimora devido o mundo on-line (internet) que vem “engolindo” os demais veículos: rádio, TV e impresso. A internet se popularizou na década de 70 e 80 com o surgimento do computador pessoal, para consumo das variadas necessidades como: comunicação, criação e entretenimento.
No Brasil a internet se consolidou em 1995. Desde então a rede vem crescendo, com isso algum profissional vem utilizando desde recurso (internet) pra com o seu trabalho, dentre eles os jornalistas.
O jornalismo on-line cresce cada vez mais, devido uma questão financeira, isso porque, as pessoas não estão dispostas a pagar por algo que elas leram por um pequeno tempo, e com isso o jornalismo impresso não se sustenta devido sua necessidade de gastos técnicos, impressão, maquinário, etc. Além da manutenção com os jornalistas. E na internet não necessariamente precisa ser um jornalista para postar uma notícia.
Com tudo isso, não podemos dizer que é o fim do jornal impresso, sempre haverá um público destinado a buscar as informações nesse tipo de veículo.
Há uma diferença que só o impresso proporciona aos demais meios de comunicação que é a credibilidade de suas notícias, pois é no impresso que se encontra a “essência” do jornalismo que é justamente a apuração dos fatos, dos jornalistas correrem atrás dos fatos, as fontes as quais precisam ser checadas, ou seja, fazer um jornal com responsabilidade ser um prestador de serviço a sociedade, é se doar de corpo e alma, na produção desde jornal.
Porém também cabe ao jornal impresso trazer algo de novo aos seus leitores, algo que seja mais interativo, onde as pessoas possam participar trazer algo não explorado, para que ele possa continuar existindo.
O jornal impresso é como o ser humano sempre se pode aprender com os mais velhos, essa é uma discussão que deve permanecer por um longo tempo, mas é como Ricardo Noblat diz em seu livro: A arte de fazer um jornal impresso, “a imprensa existe para satisfazer os aflitos e afligir os satisfeitos”.

A arte de fazer um jornal diário


A arte de fazer um jornal diário aborda, com muita simplicidade, todas as técnicas de se fazer entrevistas, notícias, matérias, etc. com uma linguagem fácil e objetiva, Noblat demonstra que fazer um jornal, é muito mais do que escrever algo para alguém. Ele conta a história do Correio Brasiliense (Brasília), e como foram suas experiências no período em que trabalhou lá. Noblat questiona o tempo toda a profissão de jornalista, pois quando alguém se dispõe a fazer esse papel, tem que se abdicar de certos prazeres pessoais, e engolir alguns “sapos”, aliás, como em todas as profissões, e o mais importante, não achar que sabe tudo, um defeito da maioria dos jornalistas, principalmente quando já tem certo tempo na área, talvez por lidarem com diferentes assuntos, mas isso é um erro que estes cometem porque quando a pessoa acha que já sabe tudo, perde a oportunidade de continuar aprendendo, porque todos estão sempre em constante aprendizado, e este aprendizado nos faz crescer profissionalmente, e o principal que é pessoalmente, como seres humanos. Noblat fala de alguns requisitos que são importantes para um aprendiz ou já profissional de jornalismo, deve possuir: ler, pesquisar, observar, ouvir, e ter dignidade, este último, aliás, não só o profissional dessa área, mas te todas as demais, na verdade deveria ser de todos os seres humanos, é fundamental ter dignidade para admitir os erros que cometemos. Ou seja, ele diz que jornalista deve ser sempre interessado, não pode ter preguiça, e achar sempre que pode melhorar inclusive uma parte do livro ele conta no início da carreira, ele fez certa matéria, ao qual achou que estava muito boa, mas seu editor pediu que ele fizesse novamente, ele refez mais umas duas vezes, mesmo sabendo que estava boa. Noblat também conta a trajetória da imprensa no Brasil e no mundo, desde Gutenberg, até os nossos dias atuais, de uma maneira simples e objetiva. Noblat explica sobre o ofício de jornalista da melhor maneira possível, através de suas experiências pessoais, boas e ruins, está é a melhor forma de se aprender, com a escola da vida, claro que as técnicas por ele apresentadas, são importantes, mas de que vale uma técnica, sem colocá-la em prática, e, ser jornalista é assim, de nada vale somente a técnica, sem a prática, as experiências vividas a cada dia, de uma arte complicada, de lidar com pessoas, fatos, porém gratificante.