domingo, 22 de março de 2009


A arte de fazer um jornal diário


A arte de fazer um jornal diário aborda, com muita simplicidade, todas as técnicas de se fazer entrevistas, notícias, matérias, etc. com uma linguagem fácil e objetiva, Noblat demonstra que fazer um jornal, é muito mais do que escrever algo para alguém. Ele conta a história do Correio Brasiliense (Brasília), e como foram suas experiências no período em que trabalhou lá. Noblat questiona o tempo toda a profissão de jornalista, pois quando alguém se dispõe a fazer esse papel, tem que se abdicar de certos prazeres pessoais, e engolir alguns “sapos”, aliás, como em todas as profissões, e o mais importante, não achar que sabe tudo, um defeito da maioria dos jornalistas, principalmente quando já tem certo tempo na área, talvez por lidarem com diferentes assuntos, mas isso é um erro que estes cometem porque quando a pessoa acha que já sabe tudo, perde a oportunidade de continuar aprendendo, porque todos estão sempre em constante aprendizado, e este aprendizado nos faz crescer profissionalmente, e o principal que é pessoalmente, como seres humanos. Noblat fala de alguns requisitos que são importantes para um aprendiz ou já profissional de jornalismo, deve possuir: ler, pesquisar, observar, ouvir, e ter dignidade, este último, aliás, não só o profissional dessa área, mas te todas as demais, na verdade deveria ser de todos os seres humanos, é fundamental ter dignidade para admitir os erros que cometemos. Ou seja, ele diz que jornalista deve ser sempre interessado, não pode ter preguiça, e achar sempre que pode melhorar inclusive uma parte do livro ele conta no início da carreira, ele fez certa matéria, ao qual achou que estava muito boa, mas seu editor pediu que ele fizesse novamente, ele refez mais umas duas vezes, mesmo sabendo que estava boa. Noblat também conta a trajetória da imprensa no Brasil e no mundo, desde Gutenberg, até os nossos dias atuais, de uma maneira simples e objetiva. Noblat explica sobre o ofício de jornalista da melhor maneira possível, através de suas experiências pessoais, boas e ruins, está é a melhor forma de se aprender, com a escola da vida, claro que as técnicas por ele apresentadas, são importantes, mas de que vale uma técnica, sem colocá-la em prática, e, ser jornalista é assim, de nada vale somente a técnica, sem a prática, as experiências vividas a cada dia, de uma arte complicada, de lidar com pessoas, fatos, porém gratificante.

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